Terça-feira, 10 de Abril de 2018

A DEIFICAÇÃO DA CIÊNCIA E A QUESTÃO DA IMORTALIDADE

Na recente exposição do Museu D.Lopo de Almeida subordinada ao tema "O Espaço da Religião" encontramos parte de um texto que merece alguma discordância filosófica de nossa parte. É que aqui entra questões sobre se deveremos endeusar a ciência como se ela detenha a primazia da razão e como tal detenha conhecimento absoluto sobre a questão  da não sobrevivência pós-morte. O que nos tem dado a ciência até ao momento é o nada. Tudo se estingue com a morte do Ser. Por outro a crença na imortalidade nos diz o contrário. A morte mais não é que o findar de uma existência terrestre e a libertação do espírito individual e inteligente.

 

Mas passemos ao texto integral que transcrevemos para que possamos entender as questões filosóficas que abordamos:

«...Com a laicização da sociedade e os valores adotados pelas sociedades que valorizam o primado da razão e deificam a ciência, chegam hoje até nós outras práticas sociais de adoração e dependência que criam a ilusão da imortalidade e permitem esquecer a morte...»

 

Qual da posição filosófica entre ciência e imortalidade terá a primazia da razão? O facto de a ciência ainda não ter discortinado o lado espiritual, fará ela deter amplo conhecimento e como tal deter uma inequivoca razão na sua posição e como tal não existir imortalidade? E as provas inequivocas de imortalidade serão ou não provas dessa realidade pós-morte? A ciência fecha-se ao que não percebe, não consegue repetir em laboratório ou não consegue manusear a seu belo prazer. Por esse facto terá razão ao se situar na posição filosófica de não imortalidade? Que tem feito ela para obter respostas dessa não imortalidade? Que investigação tem desenvolvido na procura de respostas? Uma posição de negação pura e simples não lhe confere qualquer credibilidade nem endeusamento como se ela fosse o suprassumo da sabedoria e razão. Pelo contrário ela nega os factos por mais evidentes que eles sejam. Desde quando a ciência tem libertado o homem da dúvida? Que tem ela feito para "tornar melhor o homem", segundo o pensamento de Pietro Ubaldi em seu livro A Grande Síntese e que nós perfilhamos? A ciência nos dá o nada, enquanto o espiritualismo e o psiquismo nos dão as provas dessa realidade pós-morte e como tal uma realidade libertadora e eterna. A ciência não quer ver, por mais evidências que se prostem ao seu olhar. A pseudo eloquência, sabedoria e primado da razão em que a ciência se coloca, tem-lhe embutado os sentidos e obscurecido o olhar. A sua posição faz dela os algozes de Galileu Galilei de outrora e no entanto a Terra se move.

Embora em Universidades americanas se faça investigação em torno da imortalidade, inúmeros são os dados actuais que apontam para a sobrevivência pós-morte e que a ciência teima em negar numa clara deficiência de análise racional, teimando antes lançar interpretações as mais das vezes inequivocamente irracionais que mais são que o negar sistemático de evidências.

Lembremos as provas de Katie King, espírito que em forma ectoplasmática demonstrou por demais evidências a realidade do espírito, isto já em 1871. A comunicação entre mortos e vivos ou melhor entre nós encarnados e os espíritos (nome por eles próprios fornecidos de quem eram) pode, entre outros, ser feita através do contacto via epifíse do encarnado que permite o diálogo psiquico (ou para melhor entendimento telepatia), que neste caso denominamos de psiquismo intelectual consciente. Essas pessoas dotadas dessas faculdades são demoninados Médiuns, ou seja, intermediários entre os espíritos e os homens. Muitas são pois as faculdades mediúnicas existentes desde psicografia, escrita directa, incorporação consciente e inconsciente, faculdades de cura, falar diversas linguas que o médium desconhece. São o "Espirito Santo" que encontramos na biblia e que desceu sobre os apóstolos e com ele as diversas manifestações. O próprio Cristo nos deu exemplo dessas diversas faculdades ao curar leprosos, cegos, possuidos, paraliticos, multiplicação de pães e peixes, andar sobre as águas e ressuscitar mortos. Para além da transfiguração, a anunciação a Maria, o facto de aparecer aos apóstolos após sua morte bem como a muitos outros. Ora esses factos de outrora  testificam essa realidade à já 2000 anos, pelo que não à que demonstrar surpresa e tão pouco considerar milagres semelhantes ocorrências de outrora e agora. A comunicação de psicografia fornece provas já desde 1857 com o lançamento do Livro dos Espíritos ou de 1864 com o livro O Evangelho segundo o Espiritismo, ambos de Allan Kardec, para não esquecer o nosso 2º livro Conversando com o Mestre Jesus. Mas vejamos dados mais actuais. Provas de telecinécia, efeitos fisicos, teletransporte, levitação, fotos de espíritos (como a nossa foto 1 em nosso livro O Alerta), podemos já ver mesmo em videos no youtube. Um caso também existente no youtube é a captação por câmara de vigilância na morgue de um hospital Chinês, em que se vê notóriamente um espírito a sair do corpo físico do defunto, prova inequivoca da imortalidade e individualidade. Mas lembremos ainda o livro do Padre Françoi Brune "Os mortos nos falam" e a sua posição face à imortalidade. E o que dizer das provas insufismáveis das Experiências de Quase Morte do Dr Moody Junior? Das regressões ao passado do Dr Brian Weiss? Da transcomunicação Instrumental em que se têm obtido imagens em computador ou televisão de espíritos, como as que Sónia Reinaldi tem obtido? E o que dizer das provas evidentes de reencarnação que o Dr Ian Stevenson obteve na India?

Muitos são os factos que nos trazem provas sobre a realidade dos contactos e da imortalidade da alma, embora a douta ciência os não considera provas, lançando sobre elas (por vezes) as máis irreais interpretações, numa clara falta de cientifismo.

Ao invés de uma ilusão e dependência do Ser e de uma ilusão da imortalidade, as provas dessa realidade da imortalidade aí estão, entre elas o contacto entre os dois planos existênciais. Não é o facto de as religiões humanas actuais negarem tal realidade que sanciona a ciência. As religiões que deveriam ser antes libertadoras são na realidade cativas de mentalidades, não impulsionando à evolução psiquica e moral do Ser, pois as mais das vezes se posicionam numa total dependência da matéria fazendo do poder e do dinheiro razão de suas existências, negando as evidências porque estas são contrárias a seus interesses ou posições dogmáticas em que se movem e fazem mover o Ser e a sociedade.

A evolução da ciência muito tem feito pelo homem, mormente na investigação da saúde humana, mas também muita desgraça tem trazido ao Mundo em termos bélicos. A ciência não se pauta por valores morais, pois se assim fosse deixaria de existir a fome no mundo. A riqueza em excesso de uns daria pão à mesa de outros. Muita tecnologia hoje existe graças a ela, mas ainda não conseguiu resolver o que de mais importante é para o homem, a realidade ou não da sua imortalidade e assim libertar o homem da matéria e conduzi-lo a planos morais mais elevados. Enquanto esta se não despir do homem velho e preconceituoso jamais lá chegará. Mas será por esse facto que deveremos endeusar a ciência como elemento fundamental de conhecimento, mormente na questão da imortalidade e dizer que está certa? É óbvio que não. As provas são demais para serem negadas. Assim os moldes que as sociedades adotam em relação à questão da imortalidade não são verdades, como não é verdade que a imortalidade seja uma crença de Seres iludidos, mentalmente perturbados e com algum sindrome de loucura. A questão da imortalidade ou não, carece de mais amplos e renovados principios da ciência, na base da sua investigação. A laicização como separação da religião e do estado é benéfico porque traduz à muito um principio de liberdade de opinião, mas endeusar a ciência é e continuará a ser um erro que em nada trás de benéfico à espécie humana, particularmente no que diz respeito à imortalidade do Ser.

Embora o Ser e a sociedade possa endeusar a ciência o facto é que não existem «...outras práticas sociais de adoração e dependência que criam a ilusão da imortalidade e permitem esquecer a morte...» como o texto nos diz, mas realidades insufismáveis que os diversos testemunhos da imortalidade e do contacto forneçem inequivocamente. Assim dizer que o Ser e a sociedade se move na sua grande maioria na crença da morte como o findar de uma vida, não é revelador de amplo conhecimento da maioria, mas carente de conhecimentos e análise, pois a imortalidade é real e amplamente demostrável, embora a ciência tente interesseiramente negar. Resumindo: Não existe novas práticas de adoração e uma ilusão de crença na imortalidade para poder esqueçer a morte, mas sim dados e factos concretos que derrogam a ciência e a crença ampla do Ser e da sociedade que se move da e para a matéria como se esta fosse o real e não o imaginário. Provas são provas e elas estão aí bem presentes e actuais que derrogam em definitivo quaisquer posições contrárias à realidade da imortalidade da alma, individualidade e sua comunicação. Dizer o contrário é e continuará a ser não uma prova mas não querer ver as evidências que as diversas manifestações proporcionam e acabam em definitivo com a morte como o findar de uma vida.

publicado por Álvaro Batista às 16:23
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