Quinta-feira, 22 de Junho de 2017

MEDIOCRE CATÁLOGO SOBRE EXPOSIÇÃO ROMANIZAÇÃO DE ABRANTES - UM TEXTO EM QUESTÃO

 

JUREI A MIM MESMO QUE NÃO MAIS IRIA MEXER EM INCORRECÇÕES. MAS ESTE CATÁLOGO SOBRE A EXPOSIÇÃO NO MUSEU D. LOPO DE ALMEIDA EM ABRANTES, SUBORDINADO AO TEMA ROMANIZAÇÃO DE ABRANTES, IX ANTEVISÃO DO MIAA, DEIXA-NOS SEM PALAVRAS.

1º FALTA-LHE UM ENQUADRAMENTO CRONOLÓGICO DAS ESTAÇÕES;

2º ARQUEOLOGIA É CIÊNCIA E NÃO FICÇÃO CIÊNTIFICA. PARA FICÇÃO CIÊNTIFICA VOU VER FILMES COMO O PLANETA DOS MACACOS, DISTRITO 9 (OPSS ENGANEI-ME NO TÍTULO, DESCULPEM)..., ISTO EM RELAÇÃO AOS DESENHOS;

3º A VULNERABILIDADE A PRETENSA SUPERIORIDADE, O MELHOR QUE OS OUTROS, CRIA O QUE AQUI SE ENCONTRA, E ESSE É O ERRO DA PRETENSÃO DO MIAA DE MOSTRAR ALGUNS DESENHOS QUE NA APRESENTAÇÃO DIZ E CITAMOS:

«...Como uma das componentes fundamentais e diferenciadoras do MIAA é a reconstituição de contextos históricos que permitam ao visitante uma melhor compreensão do passado, apresenta-se também nesta exposição uma série de desenhos que mostram como se vivia em diferentes sítios do concelho de Abrantes durante o período romano...».

A QUESTÃO QUE AQUI SE COLOCA É SE SERÁ EFECTIVAMENTE COMO ESTÁ DESENHADO! OU DIFERENCIADORAS NO QUÊ?

1º TERIA A VIA DE SCALLABIS A EMERITA POR ARITIUM PRETÓRIO ALGUMA VEZ TER TIDO CONSTRUÇÃO EM PEDRA? NÃO. QUEM VÊ JULGA QUE SIM. ERRO CRASSO.

2º TERÁ A QUINTA DA BAETA (DE ONDE PROVÊM A ESTÁTUA ROMANA FEMININA EXISTENTE NO MUSEU, COM 2,10 DE ALTURA), ALGUM PORTO FLUVIAL? NÂO SE PODE AFIRMAR TAL COISA, PORQUE NÃO FORAM EFECTUADAS ESCAVAÇÕES ARQUEOLÓGICAS NO LOCAL QUE PERMITAM TAL AFIRMAR E NEM TÃO POUCO FAZER QUALQUER RECONSTITUIÇÃO. QUALQUER RECONSTITUIÇÃO É FANTASIA E FICÇÃO CIÊNTIFICA E COMO TAL DESTITUIDA DE QUALQUER CREDIBILIDADE E VALOR CIÊNTIFICO.

3º O TEMPLO DE SANTA MARIA DO CASTELO. DE NOVO, GRANDE FICÇÃO CIÊNTIFICA. NÃO VI QUALQUER TÉGULA NOS BURACOS EFECTUADOS, NEM ESTRUTURAS ROMANAS, NEM EXISTE NOTICIA DE TAL NA ÁREA DO ALTAR MOR OU NAS ESCAVAÇÕES (POR MIM EFECTUADAS AO SERVIÇO DA FUNDAÇÃO ESTRADA) A SUL DA IGREJA AONDE SURGIU UMA NECRÓPOLE MEDIEVAL DA NOSSA NACIONALIDADE. AQUANDO DA DESCOBERTA POR DIOGO OLEIRO DA ESTÁTUA FEMININA ROMANA MAIS PEQUENA A UM METRO DE PROFUNDIDADE NO INTERIOR DA IGREJA, AÍ SIM ELE VIU UMA PAREDE NA DIAGONAL (SERIA ROMANA? TALVEZ.), MAS AQUI FALTAM ESCAVAÇÕES NO INTERIOR DA IGREJA QUE POSSAM VIR A COMPROVAR OU DESMENTIR ALI A PRESENÇA DE UM FORUM QUE A TER PLANTA NÃO SERÁ COMO A QUE AQUI SE APRESENTA NO CATÁLOGO.

4º A SEPULTURA ROMANA DE INCINERAÇÃO DO OLIVAL COMPRIDO DISPÕE DE UM LEVANTAMENTO DO SEU ALÇADO, QUE ISSO SIM DEVERIA TER SIDO APROVEITADO PARA A REPRESENTAÇÃO DO TIPO DE SEPULTURA

5º POR ULTIMO A CONHEIRA DA MATAGOZINHA, MATAGOZA OU QUALQUER UMA SE PODERIA REPRESENTAR COM OS RESPECTIVOS DESENHOS PORQUE NÃO DEVERIAM DIFERIR MUITO DE LOCAL PARA LOCAL. OS CONHOS SÃO O RESULTADO DO DESMANTELAMENTO DO ESTRATO AFIM DE POSSIBILITAR ACESSO À CAMADA DE SOLO ABAIXO DESTE, ONDE ORIGINALMENTE SE ENCONTRARIA O OURO OU OUTROS MINÉRIOS ACESSÓRIOS. ESTA CONHEIRA É ROMANA, MAS TODAS AS EXISTENTES NO CONCELHO O SERÃO? FOI NESTA ALTURA QUE FOI INTRODUZIDO O SISTEMA MONETÁRIO NO TERRITÓRIO ABRANTINO? FICÇÃO OU CERTEZA APOIADO EM PROVAS?

DAMOS NOTA NEGATIVA A ESTE CATÁLOGO, PELO SIMPLES FACTO DE INDUZIR EM ERRO QUEM ALI SE DESLOCA PARA VER A EXPOSIÇÃO E PERGUNTA: ESTES DESENHOS REPRESENTAM O QUE LÁ EXISTE? QUE ABORRECIMENTO TER QUE EXPLICAR QUE NÃO. SÃO ACTOS DE MOMENTANEA E ELOQUENTE SABEDORIA E PRETENSA, SEI LÁ, SUPERIORIDADE? NÃO SEI. O QUE SEI É QUE ARQUEOLOGIA É CIÊNCIA E SE PRETENDEMOS REPRESENTAR EXTRUTURAS NOS LOCAIS, PRIMEIRO SE DEVEM EFECTUAR ESCAVAÇÕES E ASSIM RECONSTITUIR NA BASE DAS EXTRUTURAS EXISTENTES. ISSO SIM É CIÊNCIA. OU ESTE MIAA ANDA CEGO OU TEM TÃO ALTA PRETENSÃO DE SABEDORIA QUE SE ESQUEÇE DE QUEM CÁ ESTÁ À MUITO TEMPO E QUE JÁ MUITO FEZ POR ESTE TERRITÓRIO ABRANTINO. BASTA CITAR A CARTA ARQUEOLÓGICA DE ABRANTES ANTES E PÓS 95 E VER QUANTO AQUI FOI DESENVOLVIDO E QUANTO AINDA EXISTE POR EFECTUAR. QUANTO MAIOR SE QUER SUBIR MAIOR É A QUEDA. O PROBLEMA É A GRANDEZA E NÃO A CIÊNCIA. ORA A CIÊNCIA NÃO PRECISA DE ABSURDOS MAS DE FACTOS CONCRETOS ALICERÇADOS NA OBSERVAÇÃO DOS FACTOS.

NOTA:

E JÁ AGORA ME DIGAM QUANTO CUSTOU AQUELE PAINEL QUE VEMOS EM FRENTE AO CONVENTO DE S. DOMINGOS A PUBLICITAR O MIAA? MAL EMPREGADO DINHEIRO. SABEIS O QUE TERIA FEITO COM ELE? UMA DATAÇÃO ABSOLUTA NUMA MURALHA NO CASTELO E OBTER ANÁLISES DE CONSTITUINTES METÁLICOS AGREGADOS A ESCÓRIA. AÍ SIM GASTARIA DINHEIRO ÚTIL QUE EU DESCONTO AO FIM DO MÊS. AÍ VIA UTILIDADE, VIA CIÊNCIA ARQUEOLÓGICA NO MELHOR.

ACREDITEM TERMINO POR AGORA. ESTOU A FICAR VELHO PARA TODOS ESTES DISPARATES E DE CUSPIREM NO PRATO QUE LHES DÁ DE COMER. FALTA AQUI UM OLHAR PARA O OUTRO DE MODO COMO QUERIAMOS QUE OLHASSEM PARA NÓS. COMO NÃO DEVEREMOS TER A VISTA TURVA PERANTE TANTOS DISPARATES E ELOQUENTES SABEDORIAS?

COITADA DA ARQUEOLOGIA NO CONCELHO DE ABRANTES, QUE MERECIA MELHOR SORTE QUE A QUE TEM. LEMBREM-SE ARQUEOLOGIA É CIÊNCIA E NÃO FICÇÃO OU SEQUER POLITICA.

NUNCA ESPEREI EM 57 ANOS DE MINHA VIDA VER TANTA POBREZA, NEM INDIGNIDADE.

DIZEI-ME: PODEREI ACREDITAR NO QUE ARQUEÓLOGOS DO MIAA ME TRANSMITEM EM ARTIGOS, CATÁLOGOS OU REVISTAS? EU SEI O QUE PENSAR E VÓS O QUE PENSÁIS?

 

Estamos a 22.06.2018. Faz hoje precisamente um ano que escrevemos este artigo e longe estavamos de pensar que este viria a constituir uma polémica ou a denegrir a imagem de qualquer Entidade, seja a Srª Presidente da Câmara ou o Srº Vereador da Cultura, pelo qual tenho apreço e sempre achei dispor de uma mentalidade aberta e fraterna.

Alteramos algumas coisas por terem sido consideradas ofensivas, embora estejamos e ainda hoje cientes que era o CATÁLOGO o único veiculo de nossa critica.

Estamos nos retratando e dizemos que aplicamos mal as palavras, mas não foi com intuito de qualquer carácter ofensivo a qualquer personalidade.

Lamentamos qualquer falsa interpretação e dizemos que estamos e continuaremos aqui a lutar pela arqueologia do Concelho de Abrantes e que Abrantes pode e deve continuar a contar comigo na defesa da arqueologia do Concelho.

Importa olhar para o passado e analisar o que está errado ou certo e melhorar continuamente. A Arqueologia do Concelho não é do Álvaro Batista, como não é da Filomena Gaspar de A ou B de quem assume momentaneamente os designios do Municipio. A arqueologia é de todos nós.

Segundo a Lei de Bases do Património Cultural (lei 107/01), cabe ao estado e aos Municipios a defesa (entre outros) do seu património arqueológico. Tem havido erros, falta de cuidado em acompanhamento de obras, tem-se verificado atropelo a edificios classificados de parte a parte do Municipio e de entidades privadas. Foi a muralha no largo 1º de Maio, foi o retirar de um portal seiscentista em frente à Igreja de S. Vicente, foi a destruição parcial do que foi então a ermida de Santo Amaro. Existem faltas de parte a parte. O progresso não pode nem deve destruir o que seja  classificado ou não por cá aquela palha ou projectos desnorteados e desrespeitosos pelo Património Cultural Português. A DGPC tem de ser mais acutilante e ver que não é só património religioso ou público que merece o seu parecer, mas ter em atenção que a arqueologia não é o parente pobre da arquitectura como o ocorrido no Convento de S. Domingos em Abrantes, que segundo ao que houvi não se lembraram da arqueologia mas só da arquitectura.

Estamos aqui ao serviço da arqueologia concelhia, mas importa mudança de Leis para os prevaricadores que destroem património. Deverão existir penas mais duras que não multas, instaurar processos que nada valem após a destruição de património arquitectónico ou arqueológico. À que mudar uma nuançe da Lei que diz que embora nós deveriamos ser os defensores da arqueologia, não podemos entrar em qualquer local, como deviamos, pois é essa a nossa função em prol do estado, dizemos não podemos entrar numa obra sem o consentimento do proprietário. Paradoxo pois então ao proprietário é permitido destruir, pagar uma multa e sobmeter novo processo, sabe-se lá, talvez para a construção de uma garagem. Deveriam os Municipios validar após a destruição, pagamento de multas e novo projecto para um local em que  o proprietário deveria ser obrigado a reconstruir de novo o que destruiu, ou a colocar no sitio aquilo que retirou?

É urgente mudar a Lei afim de não permitir destruições desnecessárias e punir severamente os infratores, dando a arqueólogos e outros técnicos acesso autorizado e interventivo em qualquer obra em curso afim de evitar desnecessárias destruições a bem do Património e do País. Temos que evoluir e mudar a Lei e a classe politica, esta dita "geringonsa" dita pela direita, pode, deve e tem certamente o mais amplo apoio da esquerda. Não à que esperar, pois o Património não fica eleso à frente de uma retro e do mal querer dos homens, que se acham acima da Lei e dos valores que no fundo não só são de arqueólogos mas de todo o povo português. Nós arqueólogos e quem trabalha no património deve exercer sua tarefa para a qual estão contratados e não permitir que Leis de antigamente o desautorizem no que deveria de ser seu dever e obrigação, proteger o diverso património português.

Alargamo-nos em questões que em nada tem a ver com o catálogo em causa. Mas a situação de renovação da Lei é urgente face aos atentados que vão surgindo quer aqui quer no País.

Está feito aqui o reparo de nossa parte ao nosso conteudo do blog. Fizemos nosso dever. Agora mudar a Lei não está em nossas mãos, mas naqueles em que bem ou mal posemos no poder e na direcção do País.

Pela Arqueologia e dever de proteger.

 

 

 

publicado por Álvaro Batista às 14:41
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