Lendo a Antevisão VII do MIAA na pág. 77, III. a romanização, dos autores, Gustavo Portocarrero, Davide Delfino e Filomena Gaspar, necessário se torna clarear o constante nas páginas 83 a 85 no tocante à origem dos numismas romanos ali expostos. Embora os autores digam que e citamos «...Por último, encontram-se tambem em exposicao 10 moedas de bronze, encontradas em diversos sítios do concelho de Abrantes...», convém dizer que embora se tratem de moedas recolhidas no concelho estas têm um arqueossítio que é a Estação Lusitano-Romana da Pedreira em Rio de Moinhos de onde são provenientes e que fazem parte do meu acervo museológico (colecção Dr. Álvaro Batista) "prestes a ser doado" ao Museu D. Lopo de Almeida - Abrantes. Isto importa clarificar para que ao se ler não se tenha como equivoco a origem Abrantes cidade (pelo que os autores não as deviam ter assim citado). De qualquer modo ácerca da Pedreira já falamos em 2004 na Carta Arqueológica de Constância no "Diverso Povoamento - Análise interpretativa final" em particular nas notas de rodapé 26, 27, 29 em que falamos desde o Paleolítico ao Bronze e ao Romano e Visigótico, e que certos autores teimam em não citar a bibliografia correspondente de que se serviram. Porque será? Esquecimento sem dúvida.
Também nas Actas IV e V das Jornadas do MIAA em "resultados da primeira e segunda campanha de escavações arqueológicas no castelo de abrantes em 2013 e 2014, no âmbito do plano nacional de trabalhos arqueológicos castab", os mesmos autores esqueceram-se de citar nas escavações da Maria Amélia a recolha por ela de numismas, alguns eventualmente indigenas e denários républicanos de inegável importância para a história do concelho, o que poderia deambolar a teoria para um outro sentido, a da introdução monetária no concelho e sua circulação, aliadas as todas por nós já recolhidas no concelho as de Diogo Oleiro e as de Miguel Maia.
Por outro e fazendo referência à presença Fenicia, importa citar que a conta oculada de colar da Pedreira (séc. VII/ Va.C), tal como em Abrantes-Castelo as cerâmicas de engobe vermelho (séc.VII/ VI a.C.), podem marcar o comércio crescente fenicio ao longo do Tejo não indicando uma feitoria em Abrantes. De qualquer modo a Pedreira não está suficientemente escavada para este período da Idade do Ferro, embora seja de indubitável importância. Por outro importa alargar a visão sobre a Quinta da Baeta e o achado da estátua feminina. Não pomos de lado a hipótese de esta estátua ser de alguma divindade feminina conotada com a morte, pois bem, perto dali teriamos um cemitério lusitano-romano. Porto fluvial e que coisa bela haveria no lado fronteiro? As evidências arqueológicas são escassas em termos de importância, mas o topónimo ficou. Continuo afirmando que sem escavações o campo teórico é mesmo só isso e nada mais. Agora é preciso meter mãos à obra para obter respostas.
ADENDAS
DESABAFO
Um só reparo, e que não vos pareça mal, pois já ando por aqui à alguns anitos, os materiais arqueológicos, e não só, têm de ser tratados devidamente e não como consto.
ENSINOS EVANGÉLICOS/ PSIQUICOS
Acabo com uma máxima que está sempre actual. Quando os Fariseus perguntaram a Cristo se lhes era licito ou não pagar a César o tributo, Cristo pediu-lhes uma moeda. Voltando-se para eles disse-lhes: de quem é esta efigie e esta inscrição? De César retorquiram eles. Pois bem disse Cristo, dái pois a César o que é de César e a Deus o que é de Deus. Por outras palavras simples o que Cristo lhes disse é que a cada um lhe seja dado o que lhe é devido.
Mas esta sociedade actual bem longe está destes ensinos. Porque será? O facto é que passará o Céu e a Terra, mas suas palavras não passarão e ninguém sairá daqui até que cada um pague até ao último ceitil.
Oiça quem tem ouvidos para ouvir, dizia assim o Mestre dos Mestres.
Carta Arqueológica de Abrantes
Armindo Silveira interpela caciques sobre Santo Amaro
Carta da Tubucci à Presidente da Autarquia